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13ª noite dos tambores do Quilombo de Sibaúma é realizada neste sábado (03) com apoio de Projeto da SETUR e Sebrae

O evento deste ano tem o apoio técnico do Projeto de Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária no Rio Grande do Norte com Comunidades Tradicionais, realizado a partir do convênio Setur e Sebrae, e executado pelo Instituto Vivejar

Voltar Página | SETUR 03/03/2024

Em Tibau do Sul, no litoral potiguar, encontra-se a Comunidade Quilombola de Sibaúma. Esta é uma comunidade remanescente de quilombolas que preserva a cultura afro-brasileira no estado do Rio Grande do Norte, por meio de expressões artísticas como o coco de zambê e a capoeira.

A secretaria de turismo do Rio Grande do Norte, Solange Portela, enfatizou a importância do fortalecimento do projeto: isso vem pra fortalecer a interiorização do turismo, com a diversificação de produtos e fortalecendo o turismo de base comunitária nas comunidades tradicionais e que essa parceria com o Sebrae é muito importante para o desenvolvimento do turismo do estado.

Laelson Caetano, presidente da associação dos remanescentes de quilombolas da praia de Sibaúma, é também professor do coco de zambê do grupo Herdeiros de Zumbi. De acordo com ele, esse é um evento que traz visibilidade para a comunidade. Ele ainda destaca que a comunidade resgata suas raízes, como a do Coco de Zambê, que tem sido passado de geração em geração através dos batuques de tambores. O Coco de Zambê é um Patrimônio Cultural, Histórico e Imaterial do estado do Rio Grande do Norte reconhecido pelo Projeto de Lei nº 082/2022, Processo Nº 826/2022 desde 2022.

“A 13ª noite dos tambores leva a nossa comunidade para fora, para outros estados e até países. O mais importante para a gente é a nossa visibilidade de como nós somos vistos, a nossa preservação cultural da nossa resistência e existência da comunidade quilombola”, relata o professor.

O evento deste ano tem o apoio técnico do Projeto de Desenvolvimento do Turismo de Base Comunitária no Rio Grande do Norte com Comunidades Tradicionais, realizado a partir do convênio Setur e Sebrae, e executado pelo Instituto Vivejar.

"O projeto de turismo de base comunitária tem em suas premissas o fortalecimento comunitário e a valorização da cultura. Junto ao grupo de turismo que foi formado na comunidade, estamos dando o apoio técnico ao evento, como uma das ações do projeto. O coco de zambê é prática e cultura ancestral do quilombo. É ele que fortalece o coletivo e norteia as nossas atividades", afirma Ana Rosa Proença, gestora do projeto.