Um ano de Covid no Rio Grande do Norte

Um ano de Covid no Rio Grande do Norte

Ações do Governo do Estado começaram antes mesmo da confirmação do primeiro caso

Em 12 de março de 2020, as equipes técnicas da Saúde estadual informavam a chegada do novo Coronavírus em território potiguar. Naquele dia, os dados acendiam a luz amarela: davam conta de que havia um caso confirmado e 17 suspeitos. Passado um ano, o número de mortes no Rio Grande do Norte é de 3.829, com 178,5 mil casos confirmados (em 11.03.21) e as luzes vermelhas tiveram de ser ligadas em vários momentos, como o de agora, em todo o Brasil.

E, na contramão de todo o negacionismo e tendo como prioridade poupar as vidas do povo do Rio Grande do Norte, o governo da professora Fátima Bezerra começou um trabalho incessante – já no final de fevereiro de 2020 , antes mesmo da chegada do vírus – no qual, desde então, prevalece o diálogo com os demais Poderes, prefeitos e prefeitas; com a iniciativa privada; bem como fez Termos de Ajustamento de Conduta com os Ministérios Público Estadual e Federal; criou um Comitê Científico da SESAP; se articulou com os demais governadores do Nordeste, por meio do Fórum de Governadores; pleiteou junto ao Ministério da Saúde e outros setores do Governo Federal mais recursos, para ampliação de leitos clínicos e críticos exclusivos para o tratamento da Covid-19 e vem insistindo, sistematicamente, para a aquisição em tempo hábil das vacinas; fez contratação de pessoal; pagou extra para os profissionais de saúde que estão na linha de frente; comprou insumos e equipamentos; fortaleceu a articulação entre Estado e Municípios, tendo como linha de frente o Pacto pela Vida e todas as forças de segurança do Estado; construiu uma rede de apoio aos mais necessitados, com distribuição maciça de máscaras, bem como de cestas básicas, assim como também abriu diversas linhas de crédito para apoiar os pequenos e médios empreendedores.

“Lamentamos profundamente aqueles que não sobreviveram. Cada vida importa. Cada vida ceifada pelo vírus deixa uma família aos prantos e amigos desolados. Nossa maior esperança no momento é que haja mais agilidade na aquisição de vacinas por parte do Governo Federal. Mas, foi um período também em que enfrentamos as dificuldades com um trabalho constante em que prevalece o diálogo, a transparência das ações, a união de forças e, sobretudo, muito comprometimento com o que fazemos”, disse a governadora Fátima Bezerra. Ela lembrou também que embora a pandemia tenha modificado os rumos e a vida de todo o mundo, o Estado não ficou parado. Muito pelo contrário, foram desenvolvidas ações nas mais diversas áreas de atuação do Governo do Estado no âmbito do desenvolvimento econômico, da agricultura, da segurança hídrica, da assistência Social, e dos diversos serviços oferecidos ao público.

No âmbito da saúde, o saldo é bastante significativo, com um legado, até agora, da criação de quase 700 leitos SUS que ficarão na rede hospitalar após a pandemia e continuarão servindo à população; além disso, a articulação séria e responsável, sem partidarismos, com gestores e gestoras municipais para que se cumpram os decretos governamentais que, por exemplo, levaram no domingo (7/03) o Rio Grande do Norte ao maior índice de isolamento social do país e o terceiro maior em todas as medições. Aliás, o Estado tem figurado em boas colocações também no ranking da transparência internacional no combate ao Coronavírus, ficando sempre entre os dez melhores Estados do Brasil. Na conta das conquistas contra o vírus, inclui-se mais de sete mil vidas poupadas e tratadas em leitos SUS, até a última checagem no Regula RN.

Ao fazer um balanço sobre um ano de pandemia, o secretário de Estado da Saúde Pública (Sesap), Cipriano Maia, lamenta a morte das mais de 3.800 pessoas. “Em primeiro lugar, transmitimos nossa solidariedade a todas as famílias por suas perdas. Ao mesmo tempo, agradecemos a todos os profissionais de saúde que têm se mantido na linha de frente, cuidando das pessoas e dando tudo de si para salvar vidas”.

Maia acrescentou que o Governo do Estado, ao longo desse período, procurou valorizar os profissionais, ofertar capacitação e remunerar com incentivos que fizessem jus à toda dedicação, como gratificação de produtividade, de insalubridade e implantação dos direitos trabalhistas associados ao Plano de Cargos e Salários. Além disso, foram contratados mais de 3 mil funcionários temporários para dar suporte à rede de saúde. “É momento de evitarmos aglomerações, para frearmos o contágio e com isso aliviar o sistema de saúde que atualmente está saturado, sobrecarregado, com filas de pacientes em espera. Esperamos que com o avanço da vacinação da população possamos ir melhorando as condições de controle da doença”, finalizou.

Um dos setores-chave para o desenvolvimento econômico não ficou de fora das ações governamentais. Tão logo saíram os decretos para cumprimento de distanciamento social, foram distribuídas 200 mil máscaras pela SETUR em municípios e entidades, via o Programa RN + Protegido. Profissionais de turismo do estado inteiro, dos cinco polos turísticos, receberam kits de máscaras de proteção individual. A Setur também criou o Plano de Retomada do Turismo potiguar, desenvolvido em parceria com a iniciativa privada e gestores públicos.

O Governo do RN reduziu de 25% para 12% da carga tributária do ICMS incidente nas operações com energia elétrica da rede hoteleira potiguar. E criou o selo Turismo+Protegido que visa assegurar quem está seguindo todas as recomendações para esse novo momento. Tais iniciativas proporcionaram que o RN fosse o primeiro estado brasileiro a receber o selo Safe Travel, de viagem segura criado pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) e com respaldo da Organização Mundial do Turismo (OMT).

Foi feita uma articulação com a Potigás para que o pagamento das faturas de gás natural que estavam atrasadas, fossem feitas de forma parcelada, incluindo grupos do segmento turístico como restaurantes e hotelaria.

Também foram criadas linhas de crédito exclusivas, em parceria com a AGN, para os profissionais do turismo e também os informais, com prazos, juros e condições de pagamentos diferenciadas. Há uma linha de crédito com o benefício do bom pagador que é totalmente sem juros.